Alckmin recomenda 'reprimenda geral' a George Soros
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segunda-feira, 10 de junho de 2002
Agência Estado 
São Paulo O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou ontem que deve haver uma reprimenda geral ao investidor George Soros, que declarou há dois dias que quem escolhe o presidente é o mercado financeiro - que imporá o candidato do governo ou o caos - e não o eleitor.
Tem que haver uma reprimenda geral; todos nós temos de dizer que este não é o caminho, disse. Isso não ajuda o nosso candidato e prejudica a atividade econômica, completou, referindo-se ao pré-candidato a presidente José Serra.
Alckmin também criticou o uso dos resultados das pesquisas de intenção de voto, que dão margem a ações especulativas no mercado financeiro. Não posso dizer que tem objetivo de especular, mas que é estranho, é, disse, sobre os levantamentos. Mas todo mundo sabe que pesquisa a seis, quatro meses da eleição, não tem o significado que se dá. Acho a leitura é equivocada; a quatro meses da eleição o valor delas é irrisório. -
Para ele, o fundamental é manter a estabilidade política e isso só se alcançará com a consolidação do processo democrático. Essa é a leitura correta, estamos num ano de eleição e eleição é importante para consolidar a democracia, qualquer que seja o resultado. Estabilidade democrática e política são fundamentais para estabilizar os preços, para o crescimento da atividade econômica, afirmou.
O ministro da Fazenda, Pedro Malan, também disse que não vê com satisfação intromissões indébitas de fora sobre o processo político brasileiro. Ele não explicitou a quem criticava, mas a afirmação pode ser lida como uma referência ao megainvestidor George Soros. O ministro afirmou ainda que não se abala pelos resultados semanais das pesquisas de intenção de voto à medida que a pesquisa que conta é a da urna.


