Belo Horizonte - O candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, rebateu ontem em Minas Gerais as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato do PT à reeleição. De manhã, Lula criticou em entrevista para rádios a ''pequenez'' de Alckmin e disse que a única coisa que o tucano sabia fazer era ''privatizar''.
Alckmin disse que as declarações de Lula são fruto do ''desespero'' e eram mentirosas. ''Isso é desespero, isto é mentira. Aliás, ele disse esta mentira no rádio, que nós vamos privatizar o Banco do Brasil, vamos privatizar a Petrobras, nós vamos privatizar a Caixa Econômica Federal. Infelizmente, a campanha do Lula é esta mentira sem parar. E é triste porque nós estamos chegando no vigésimo sétimo dia e até agora ninguém disse de onde veio o dinheiro.''
O tucano também desmentiu as declarações do coordenador da campanha de Lula, Marco Aurélio Garcia, de que seu assessor econômico, Yoshiaki Nakano, iria promover cortes drásticos no Orçamento. ''Não vai cortar. Isso não consta do meu programa. E não tem nada disto não. No meu governo, só falo eu.''
Alckmin também comentou a declaração de Lula, que disse que foi uma ''grosseria'' a quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa. ''É impressionante a tolerância do presidente da República com atos ilícitos. O que foi feito contra o caseiro Francenildo não é uma grosseria, foi um crime. Violação de sigilo bancário, isto é crime. Cometido pela Caixa Econômica Federal, cometido pelo Ministério da Fazenda.''
Para Alckmin, o presidente Lula já perdeu a chance de mudar o país. ''O Lula já teve a sua chance, o PT perdeu a chance. O Brasil não cresceu como deveria ter crescido. Tem um governo que não funciona direito. Hoje está mais para comitê eleitoral. Estes ministro que fazem é só fazer boato. Ministro é para trabalhar. É pago com dinheiro público. E esta lambança ética muito triste.''
Alckmin disse ontem a uma platéia de prefeitos em Belo Horizonte que pretende ampliar o repasse do Fundo de Participação de Municípios (FPM) em 1%. De acordo com o candidato, o objetivo de seu governo seria descentralização dos recursos e uma distribuição maior da arrecadação para Estados e municípios.
No que se refere ao FPM, ele disse que sua proposta não tem relação com o projeto que está em tramitação no Congresso Nacional. A idéia seria que seu repasse seria feito em pagamentos mensais, ao contrário da proposta no Congresso, que prevê repasses anuais.
Alckmin criticou a centralização de recursos pelo governo federal e o aumento de alguns tributos, como o PIS, Cofins, Pasep e ICSLL, enquanto realiza desoneração tributária com o IPI, que costuma compor tanto o FPM quanto o Fundo de Participação dos Estados (FPE).

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