Alckmin não vai exigir a saída dos assessores candidatos
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sábado, 06 de outubro de 2001
Agência Estado<br> De São Roque 
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), não pretende pedir aos secretários e assessores diretos, candidatos em 2002, que antecipem a saída dos cargos, a exemplo do que fez o presidente Fernando Henrique Cardoso. Na esfera federal, os ocupantes de cargos de confiança do presidente, caso pretendam ser candidatos, terão de deixar os postos três meses antes do prazo legal de desincompatibilização, que expira em 31 de março. Alckmin deixou claro que não vai acompanhar a decisão de FHC. ''Não estou pensando nisso'', afirmou.
Esta semana, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) poderá definir se o governador pode se candidatar a um novo mandato. Apesar da grande expectativa manifestada por secretários e assessores, Alckmin mostrou que está tranquilo. ''O que for decidido pela Justiça será acatado'', disse. Ele assumiu o governo como vice de Mário Covas, governador morto em março deste ano.
O secretário da Casa Civil, João Caramez, acredita numa decisão favorável à candidatura. ''Não se trata de nova reeleição, pois ele está cumprindo o resto do mandato de Covas.'' O governador evita se aprofundar sobre o assunto, embora demonstre estar confiante na decisão da Justiça. Durante a solenidade de lançamento do Programa Renda Cidadã, ontem, em São Roque, Alckmin já foi considerado ''o futuro governador'' nos discursos dos tucanos.


