Alckmin diz que rival vai privatizar Amazônia
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sexta-feira, 27 de outubro de 2006
Fabiana Cimieri<BR>Agência Estado 
Rio - O candidato do PSDB à presidência, Geraldo Alckmin, atacou ontem à tarde a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), dizendo que ela foi marcada pela ''mentira'', já que os petistas criticaram as privatizações ocorridas no governo Fernando Henrique Cardoso e agora, segundo ele, querem fazer o mesmo, com a implementação das Parcerias Público-Privadas (PPPs) no setor de transportes.
''Uma marca da campanha do Lula e do PT foi a mentira porque hoje está nos jornais que eles vão privatizar as estradas. Quer dizer, é tudo só para ganhar votos. Nosso compromisso é com a verdade'', disse Alckmin, em rápida entrevista aos jornalistas ao desembarcar no Aeroporto Santos Dumont, no centro do Rio.
Para ele, a sinalização do presidente Lula de que irá sancionar a Lei de Gestão de Florestas Públicas, é privatizar a floresta. O projeto, já aprovado na Câmara e no Senado, fornece concessões para que multinacionais não-poluentes explorem territórios na Amazônia por um período de até 40 anos. ''Eu acho que é a privatização da Amazônia numa área superior a 12 vezes o Estado do Acre'', afirmou.
Na entrevista, Alckmin respondeu às críticas do ex-ministro Delfim Neto, que chamou FHC de ''farsante''. ''Farsante, mas não assinou o AI-5, não foi cúmplice da ditadura e não é farsante'', respondeu.
O candidato tucano voltou a criticar o desempenho da Polícia Federal nas investigações sobre o Dossiê Vedoin. ''O que é triste nesse episódio é que, 45 dias depois, o governo federal, o Lula e o PT não apontam a verdade''. Para Alckmin, o fato de petistas ligados ao diretório nacional terem tentado comprar um dossiê contra o candidato ao governo de São Paulo, José Serra, ''é grave e contaminou as eleições para a Presidência da República''.


