Manaus - O presidenciável tucano, Geraldo Alckmin, disse ontem que pesquisas feitas por seu partido indicam que a diferença entre ele e seu rival, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), é de só ''um dígito''. Pesquisa Datafolha divulgada anteontem apontou Lula com 61% das intenções de voto e Alckmin com 39% - 22 pontos a favor do petista.
Apesar disso, Alckmin disse ontem, em Manaus, estar animado. ''Nas nossas pesquisas, a diferença é de um dígito, menos de dez pontos, perfeitamente possível de ser modificada nessa reta de chegada.''
Ele disse que, no acompanhamento diário feito pela sigla, sua desvantagem é menor. ''Não darei números porque (a pesquisa) não é registrada. Temos um tracking diário em que a diferença não é grande.''
''As grandes mudanças na eleição ocorrem na reta final. Sinto que o povo brasileiro está percebendo que não podemos continuar com um governo que, do ponto de vista ético, é um escândalo por semana.''
Alckmin disse que viajou ao Amazonas para desfazer a ''boataria'' de que ele é contra a Zona Franca de Manaus. Um pronunciamento que o tucano fez em 1992, quando era deputado federal, no qual criticava a isenção tributária em Manaus, foi usava contra ele em matérias de jornais locais.
Ontem, o primeiro encontro dele em Manaus foi com diretores de órgãos da imprensa local. A reunião foi numa ala fechada do restaurante de um hotel. ''Estamos aqui na véspera de encerrar o segundo turno e reafirmar os nossos compromissos, desmentir boataria, coisas mentirosas'', disse Alckmin, que estava acompanhado dos senadores pefelistas José Jorge (PE), seu candidato a vice, e Heráclito Fortes (PI).
No hotel, o ator José de Abreu comentou com os jornalistas a passagem do tucano pela cidade. ''O que que o picolé de chuchu veio fazer em Manaus? Isso é uma idiotice, o Amazonas é todo Lula'', disse ele, em alusão ao quadro do primeiro turno em que Lula ficou com 87,06% dos votos no Amazonas, e Alckmin, com 12,45%.
Para acabar com a pecha de que seria contra a Zona Franca de Manaus, Alckmin foi recebido por cerca de 500 pessoas, entre empresários, trabalhadores e estudantes, no auditório do Senai, e assinou carta-compromisso com o Amazonas na qual diz: ''Nunca permitirei que o Pólo Industrial de Manaus acabe por falta de incentivo''.
No encontrou, o tucano recebeu o apoio formal do ex-governador Amazonino Mendes (PFL), que disse não tê-lo respaldado no primeiro turno por causa da suposta posição contrária à Zona Franca.

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