O governador em exercício de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), assumiu de fato o governo às 10 horas de ontem – e já é o candidato natural à sucessão. O primeiro ato após a interinidade foi assinar os ofícios nos quais comunicou à Assembléia Legislativa e ao Tribunal de Justiça (TJ) que assumia o comando do governo paulista por causa da morte do governador Mário Covas (PSDB).
Uma hora mais tarde, no breve pronunciamento, manifestou como pretende conduzir os próximos 18 meses. ‘‘O governo Mário Covas continua nos seus valores e princípios.’’ Outras duas assinaturas em documentos também lembravam a perda de Covas: o decreto de luto oficial por oito dias e outro determinando ponto facultativo durante dois dias na administração estadual.
A notícia da morte de Covas chegou para Alckmin às 5h50. Em seguida, ele falou pela primeira vez sobre a perda do amigo e, num raro momento de confidência, detalhou o encontro que teve com Covas, no Incor, no dia 27. ‘‘Ele foi generoso até quando estava doente’’, disse Alckmin, para revelar que o governador segurou a mão dele e disse: ‘‘Você foi muito bom.’’ Alckmin, porém, omitiu uma frase dura que ouviu do amigo. ‘‘Você administra o Estado que eu administro a minha ida’’, pediu Covas.

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