Alckmin deixa interinidade
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terça-feira, 06 de março de 2001
Agência Estado de São Paulo 
O governador em exercício de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), assumiu de fato o governo às 10 horas de ontem e já é o candidato natural à sucessão. O primeiro ato após a interinidade foi assinar os ofícios nos quais comunicou à Assembléia Legislativa e ao Tribunal de Justiça (TJ) que assumia o comando do governo paulista por causa da morte do governador Mário Covas (PSDB).
Uma hora mais tarde, no breve pronunciamento, manifestou como pretende conduzir os próximos 18 meses. O governo Mário Covas continua nos seus valores e princípios. Outras duas assinaturas em documentos também lembravam a perda de Covas: o decreto de luto oficial por oito dias e outro determinando ponto facultativo durante dois dias na administração estadual.
A notícia da morte de Covas chegou para Alckmin às 5h50. Em seguida, ele falou pela primeira vez sobre a perda do amigo e, num raro momento de confidência, detalhou o encontro que teve com Covas, no Incor, no dia 27. Ele foi generoso até quando estava doente, disse Alckmin, para revelar que o governador segurou a mão dele e disse: Você foi muito bom. Alckmin, porém, omitiu uma frase dura que ouviu do amigo. Você administra o Estado que eu administro a minha ida, pediu Covas.


