O candidato do PSDB à presidência da República deverá ser definido até o dia 30 de março. Essa é a expectativa do governador de São Paulo e pré-candidato à chefia do Executivo federal, Geraldo Alckmin, que esteve ontem em Londrina para o programa Entrevista Coletiva, da TV Tarobá.
A expectativa de Alckmin se justifica devido ao prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral para que os ocupantes de mandato no Executivo se desincompatibilizem dos cargos. Além do governador paulista, são citados como possíveis candidatos no ninho tucano o prefeito de São Paulo, José Serra, e o governador de Minas Gerais, Aécio Neves. ''Acho que as coisas caminharão bem para o entendimento, para uma solução consensual. Essa é a tradição do PSDB. A data da convenção por lei é julho, entre primeiro e 30 de julho. Mas você tem uma data anterior para quem é governante, que é o prazo para desincompatibilização que termina no dia 30 de março. Acho que as coisas vão caminhando, no início do ano que vem, para uma boa solução'', afirmou.
Alckmin também afirmou que defende a aliança com o PFL, caso o partido comandado pelo senador Jorge Bornhausen, não tenha candidato próprio. O prefeito do Rio de Janeiro, César Maia, já lançou sua pré-candidatura. ''A aliança se faz em torno de um projeto de desenvolvimebnto para o Brasil e se faz aliança com quem não tem candidato. Respeitamos o PFL. Se o PFL tiver candidato a presidente, disputamos, se não tiver, eu defendo a aliança tanto que em São Paulo temos uma aliança. Meu vice-governador é o professor Cláudio Lembo, pessoa que nos honra muito.''
A candidatura de Luis Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição é considerada natural para Alckmin. Ele aposta que o petista vá enfrentar dificuldades no segundo turno do pleito. ''É natural que o presidente da República seja candidato. Ele deveria dizer que é porque ele só faz campanha, o dia todo. Por que não fala de vez que é candidato. Entendo que o presidente é um candidato forte no primeiro turno, mas a eleição é em dois turnos e aí vejo uma dificuldade de ampliar. Eu acredito no voto popular. O povo erra menos que as elites'', avaliou. Para Alckmin, as denúncias de corrupção no governo petista farão com que as eleições de 2006 sejam ''diferentes''. ''Vamos ter uma eleição bem diferente, onde o eleitor vai estar muito mais exigente sob o ponto de vista ético e ao mesmo tempo, nada de promessas e bravatas. Acredito nesse amadurecimento.''
O governador de São Paulo também fez críticas sobre a demora do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) em confirmar ou não a existência de um foco de febre aftosa no Paraná. ''Fizemos (barreiras sanitárias) exatamente seguindo as regras de vigilância sanitária. O estado do Paraná tem 399 municípios e a nossa barreira sanitária é para 32 municípios. Por nós já teríamos liberado. O problema é que inacreditavelmente, mais de um mês depois, não se tem uma resposta ou sim ou não. Há uma dificuldade de se dizer se tem ou não tem (aftosa). Então temos que agir com responsabilidade'', criticou.

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