Curitiba - Geraldo Alckmin (PSDB), ex-governador de São Paulo e ex-presidenciável, defendeu a reforma tributária e apontou o governo Lula (PT) como ''gastador com um Banco Central conservador''. A declaração foi dada durante um encontro com a imprensa na Associação Comercial Paraná (ACP), onde ele proferiu palestra sobre o atual sistema tributário a convite da instituição.
Alckmin atacou o governo federal e foi evasivo ao responder sobre sua possível candidatura à eleição municipal paulistana. Quanto à reforma tributária, afirmou que o maior gargalo está no ICMS - com uma lei diferente para cada Estado, e que uma boa solução está no Imposto sobre Valor Agregado (IVA) único, aliado a uma política fiscal mais firme e com redução de gastos. O Brasil contabiliza 60 tipos de tributos.
''Uma política de boa qualidade força a queda dos juros, melhora o câmbio e impulsiona exportações'', analisou Alckmin. O espaço para retração de impostos defendida é baseada na anulação da CPMF. ''Em janeiro e fevereiro houve aumento na arrecadação em R$ 10 bilhões, prova que Lula estava errado ao dizer que o governo não sobreviveria sem ela. Há muita gordura nas contas do governo'', disse. Ele ainda apontou que 36% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro é gerado por meio de arrecadação. Cerca de 10 pontos de países em crescimento.
O possível candidato à prefeitura paulistana desconversou aos ser sabatinado sobre como os parlamentares podiam diminuir as ''altas contas da esfera federal'', abrindo mão de aumentos consecutivos e indiscriminados de salários e benefícios. Para o cargo de prefeito de São Paulo, afirmou confiar no que o partido decidir e vê positivamente as alianças entre o PSDB e outros partidos.
Se uma vitória sua fortaleceria o tucano Aécio Neves para a Presidência, em 2010, ele diz nem pensar no assunto agora, mas também não deixou claro se gostaria de ser candidato ou não, caso o PSDB minar a sua disputa em São Paulo. O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), apóia o prefeito Gilberto Kassab à reeleição e já conversou com o DEM. Essa ''troca de figurinhas'' tem causado mal-estar e pode vir a rachar o partido na escolha final.

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