Alcides Ramos quer anular CP na Justiça
O advogado Oduwaldo Calixto promete entrar no dia 27 de janeiro com ação judicial pedindo a nulidade da Comissão Processante (CP) que cassou o mandato do ex-vereador de Apucarana Alcides Ramos Júnior (DEM), no dia 10 de dezembro do ano passado. Para ele, o processo foi um "ato inquisitório".
Reeleito em 2012 para novo mandato, Ramos Júnior foi afastado do Legislativo no ano passado devido a denúncias de que ficava com parte dos salários de servidores. Ele também responde na Justiça por suspeita de desvio de verbas públicas para financiamento da campanha que culminou em sua reeleição e chegou a ser preso temporariamente devido à suspeita.
Após a conclusão das investigações, o relatório da CPI, opinando pela cassação do mandato, foi lido em plenário no dia 10 de dezembro, seguido da defesa oral do advogado. "O texto pedia a cassação direta do Alcides (Ramos), não uma CP. Mas o que ocorreu é que, depois disso, os vereadores abandonaram a CPI e, em 40 minutos, formaram uma Comissão Processante; elegeram os membros, que elaboraram um relatório que foi votado a seguir", relata o advogado.
Sem entrar no mérito da acusação, Calixto afirma que, além do abandono da comissão de inquérito, não houve possibilidade de defesa durante o curso da Comissão Processante. Porém, ele afirma que há novidades em relação ao caso que corre na Justiça: mais de 50 servidores teriam sido ouvidos e todos negaram terem sofrido algum tipo de achaque nesse sentido. "Se todos alegam que não houve (repartição de salários), isso fortalece o Alcides", afirma.
O presidente da Câmara de Apucarana, José Airton de Araújo, o Deco (PR), disse que o Legislativo já aguardava a ação. Porém, para ele, a Comissão Processante tinha toda a autoridade sobre os atos que foram tomados. (L.F.W.)





