Alceni Guerra aceita assumir a Casa Civil
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sábado, 15 de julho de 2000
Leandro Donatti De Curitiba 
O prefeito de Pato Branco, Alceni Guerra (PFL), assume nos próximos dias a Chefia da Casa Civil. Alceni aceitou o convite do governador Jaime Lerner (PFL) e desistiu, pela segunda vez em menos de 15 dias, de concorrer à reeleição em outubro. O ex-ministro da Saúde no governo Fernando Collor tem como principal tarefa melhorar a imagem do Estado em Brasília, traduzindo isso em mais recursos financeiros para os cofres do Paraná.
Nas eleições municipais, o novo chefe da Casa Civil também terá a função de articulador político, livrando Lerner de situações que possam vir a representar mais instabilidade para o seu governo. Lerner e Alceni bateram o martelo em torno da nomeação nesta semana. O prefeito de Pato Branco oscilava entre ser candidato e secretário. Acabou aceitando o desafio até por conta da pressão do PFL, partido dele e do governador.
A entrada de Alceni não deve provocar uma reforma de secretariado, mas algumas mudanças estruturais. O prefeito de Pato Branco fica com a função de José Cid Campêlo Filho, que passa a responder apenas pela Secretaria do Governo. Campêlo acumulava as duas desde março passado, quando Lerner decidiu transferir Pretextato Taborda Ribas, da Casa Civil para a Justiça. Para compensar a saída de Campêlo Filho, o governo deve extinguir a Secretaria Especial da Chefia de Gabinete do Governador, hoje sem titular com a licença de Gerson Guelmann para a campanha de Cassio Taniguchi (PFL), fundindo as duas pastas numa só. Bem como concentrar na Secretaria do Governo as questões de cunho mais burocrático.
Alceni Guerra ficaria com o filé mignon da Casa Civil, preocupando-se com a imagem do governo e com as costuras políticas. A Folha apurou que Lerner voltou da viagem dos Estados Unidos, semanas atrás, disposto a reforçar a articulação política de seu governo. Articulação que nunca foi eficaz desde o primeiro mandato, em 1995. O governador confidenciou para assessores mais próximos sua preocupação com os rumos da administração e a falta de influência do Paraná em Brasília.
Hoje, o governo não tem poder de interferência junto ao governo federal. Pelo contrário. Lerner tem problemas com os adversários, os senadores Alvaro Dias (PSDB), Roberto Requião (PMDB) e Osmar Dias (PSDB), que sempre quando podem o criticam.


