PORTO ALEGRE - O novo ministro da Saúde, Carlos César de Albuquerque, manifestou-se favorável à ‘‘flexibilização’’ do Sistema Único de Saúde, definido por ele como ‘‘engessado’’. Também admitiu que poderá ‘‘estudar’’ a hipótese de cobrança dos serviços prestados pelo sistema se o Executivo e o Legislativo concordarem. Albuquerque terá hoje de manhã uma audiência com o presidente Fernando Henrique Cardoso.
O novo ministro levantou a possibilidade de os pacientes do SUS com condições financeiras pagarem pelos serviços médicos recebidos. Ele disse ainda que ‘‘não há nenhuma possibilidade de resolver o programa de saúde do País em curto tempo’’.
Também sugeriu maior integração entre os planos privados e as políticas do Estado. Comentou que hoje esses planos são acompanhados pelos ministérios da Fazenda, Indústria e Comércio, Educação, Forças Armadas e pregou um pacto entre todos os envolvidos para maior sinergia. Albuquerque considera ‘‘indispensável’’ a cobrança da CPMF em 1997.
Carlos César de Albuquerque tem 56 anos, 28 dos quais dedicados à Medicina. Formado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), sua especialidade é a cardiologia. Atualmente ele dirige a Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). No mês passado, deixou o cargo de diretor do Hospital de Clínicas e filiou-se ao PSDB. O artífice da filiação foi o ministro da Educação, Paulo Renato de Souza.
O secretário estadual de Saúde e Meio Ambiente/RS, Germano Bonow, disse que Albuquerque tem boa desenvoltura tanto no setor administrativo como no político. Além do Hospital de Clínicas, onde permaneceu 12 anos e três meses, o novo ministro da Saúde ocupou cargos executivos no Hospital Conceição, uma instituição administrada pela União, e na Santa Casa de Misericórdia, uma entidade privada, ambos de Porto Alegre. Nestas várias experiências obteve fama de bom administrador.

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