O PTB está bem perto de passar a ser a maior bancada na Assembléia Legislativa, saltando dos 10 atuais para 12 deputados. O presidente da Casa, Aníbal Khury, e o deputado Luiz Carlos Alborghetti, o ‘‘Cadeia’’, estão avaliando a possibilidade de deixar o PFL e retornar ao PTB, sigla na qual pertenciam até meados de 97. Alborghetti diz que a decisão, se oficializada, será tomada em conjunto pelos dois deputados.
‘‘Existem grandes chances de isso acontecer (retorno ao PTB)’’, assinalou Alborghetti ontem. O deputado não explica as razões que o estão levando a sair do PFL.
Uma suposta pressão profissional exercida pelo atual presidente nacional do PTB, deputado federal José Carlos Martinez, que é dono da rede CNT, também estaria pesando em sua decisão. Alborghetti estreou em fevereiro passado novo programa policial na CNT.
Arquivo FolhaPressãoAlborghetti deve ir ao PTB, partido de José Carlos Martinez, seu patrão na CNTA possibilidade de desfiliação de Khury, do PFL, tem sido cogitada com frequência nos últimos dias. O deputado vem alimentando as especulações há cerca de duas semanas, quando, pela primeira vez, admitiu que pode retornar ao PTB. Os planos do presidente da Assembléia estão vinculados à reforma política, que tramita no Congresso. Antes de tomar a decisão, Khury quer ter a certeza de estar agindo de forma correta.
A reflexão de Khury e de Alborghetti está deixando o PFL em estado de alerta. Além da bancada ficar reduzida a oito parlamentares - correndo o risco de ter de dividir posição com o PMDB, que é partido de oposição - uma desfiliação dos deputados pode resultar num desligamento de outros aliados, dentre eles prefeitos e vereadores. O que, em ano pré-eleitoral, pode trazer instabilidade interna.

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