O novo secretário da Fazenda de Alagoas, Roberto Longo, avisou ontem que só haverá liberação de recursos federais pleiteados pelo Estado se o governo alagoano der garantias de que fará o ajuste fiscal. Ex-secretário de controle interno do Palácio do Planalto, Longo, que tem 54 anos e é coronel da reserva, assume o cargo na segunda-feira por indicação do Ministério da Fazenda, dando início à ‘‘intervenção branca’’ em Alagoas. Ele classificou sua tarefa como ‘‘árdua’’, mas disse que os problemas do Estado não são ‘‘insolúveis’’.
O secretário de Fazenda destacou que 18 Estados já refinanciaram as suas dívidas. ‘‘Portanto, não há motivo para Alagoas não conseguir fazer o mesmo’’, afirmou. ‘‘Queremos acelerar este processo mas será preciso apoio político’’, completou o coronel, que já conversou no domingo passado com o governador Divaldo Suruagy (PMDB). Segundo Longo, Suruagy mostrou-se aberto a negociar o que for necessário para solucionar o problema do Estado.
Ontem pela manhã o coronel Longo percorreu vários gabinetes do Ministério da Fazenda. Segundo ele, ‘‘a solução para Alagoas tem de vir do próprio Estado’’. Mas ele informou que levará para o governo alagoano ‘‘condicionantes’’ exigidas pelo Tesouro para renegociar a dívida estadual. Alagoas tem uma dívida estimada em R$ 1,6 bilhão. Muitas destas exigências, frisou o novo secretário, o governador Suruagy já conhece e concorda em cumpri-las.

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