A ala governista do PMDB assumirá hoje o comando do partido ao eleger, em convenção nacional, o senador Jader Barbalho (PA) para o cargo de presidente nacional, em substituição ao deputado Paes de Andrade (CE). Jader vai coordenar a negociação que definirá a participação do PMDB no eventual segundo mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso. Também deverá fechar o acordo com o PFL para reeleger os atuais presidentes da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), e do Senado, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA).
Se Jader for eleito governador do Pará, em 4 de outubro, a presidência do partido ficará com o seu futuro vice-presidente, o ex-governador Maguito Vilela (GO), a partir de 1º de janeiro. Líder da minoria dissidente, Paes ficou na presidência por três anos, a partir de 1.o de setembro de 1995. Com manobras regimentais e recursos à Justiça, ele evitou que a maioria governista oficializasse o apoio à reeleição de FHC.
O presidente do PMDB não conseguiu, porém, lançar um candidato próprio do partido a presidente da República. Ele articulou, sem sucesso, as candidaturas dos ex-presidentes Itamar Franco e José Sarney. Como prêmio de consolação, o grupo dissidente terá o direito de indicar o genro de Paes, Eunício Guimarães, para um cargo na Executiva do partido. Eunício é candidato a deputado federal pelo Ceará.
O líder do PMDB na Câmara, Geddel Vieira Lima (BA), afirmou hoje que as negociações visando a participação do partido no eventual segundo mandato de FHC deverão acontecer logo após as eleições. ‘‘O presidente deverá formar um governo o mais abrangente possível e representativo do tamanho de cada partido no Congresso , disse. O PMDB tem hoje dois ministérios (Transportes e Justiça) e a Secretaria de Políticas Regionais. Geddel aposta que o PMDB terá o maior número de governadores (oito ou nove), a maior bancada no Senado e a primeira ou segunda bancada na Câmara.
As cúpulas do PMDB e do PFL já encaminharam um acordo que prevê a reeleição dos presidentes da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), e do Senado, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA). ‘‘Devemos ter o presidente da Câmara. Avaliamos que a gestão de Temer foi positiva. Ao mesmo tempo, vemos como natural a reeleição de Antonio Carlos’’, afirmou o líder peemedebista.

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