Horas depois do lançamento oficial da pré-candidatura de Nedson Micheleti (PT) à reeleição, a corrente petista ''Nossa Estrela é o Partido'', divulgou um manifesto expondo as divergências dentro do diretório municipal da sigla.
Mesmo adotando uma postura pela unidade partidária e destacando o apoio a campanha de reeleição, a ala petista que estudava desde o final de 2003 lançar um pré-candidato a prefeito para disputar a indicação com Nedson deixou transparecer o descontentamento com a forma de governo e de condução do partido. ''Há um descontentamento frente ao que a maioria da direção do PT tem adotado nos últimos anos com pouca clareza com relação ao papel do governo e do partido'', diz o manifesto.
''O partido deveria estar de forma mais ativa nos debates da cidade. Mas achamos que não devemos ir para as prévias porque existem forças conservadoras e reacionárias que estão tentanto ressurgir e, com a prévia, o partido poderia perder forças. Não vamos concorrer nas prévias mas estaremos juntos em todos os pontos que envolvem a campanha do Nedson'', afirmou o líder do PT na Câmara de Vereadores, Maurício Barros.
Para o presidente estadual do PT, André Vargas, a desistência da prévia pela corrente ''Nossa Estrela é o Partido'', foi uma ''prova de responsabilidade''. ''Estar descontente é legítimo mas o debate tem que ser feito dentro do partido. A atitude de desistir da prévia foi ajuizada. Trabalhamos em todas as cidade do Paraná para não ter prévias'', disse.

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