Brasília - A ala oposicionista do PMDB vai apresentar na convenção nacional do partido a proposta de coligação com o PT, em torno da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva, à Presidência.
Hoje, uma comissão irá conversar com a executiva nacional do partido para formalizar a proposta - com o pedido para incluí-la na pauta da convenção. Caso a executiva não aceite, eles prometem recorrer à Justiça.
Pela proposta aprovada ontem, em Brasília, os dissidentes querem saber sobre a viabilidade da coligação nacional. Se for aceita, os delegados votariam para decidir a aliança: com o PSDB ou com o PT.
Mas nem o apoio ao petista é consenso entre os dissidente, porque é defendida principalmente pelo ex-governador de São Paulo Orestes Quércia, que preside o diretório do PMDB no Estado, e pelo grupo do senador paranaense Roberto Requião. O grupo do senador José Sarney (AC) prefere que o partido caminhe sozinho.
Sobre a declaração de Michel Temer, de que a proposta de coligação com o PSDB tem 60% dos votos dos convencionais, Requião foi irônico:‘‘Eu diria a vocês que o Temer só ganha se tiver aquele juiz coreano’’, em referência ao árbitro que apitou a partida entre Brasil e Turquia na Copa do Mundo, e marcou como pênalti uma falta cometida fora da área sobre Luizão.
Além de Sarney, Requião e Quércia, participaram da reunião do PMDB o ex-deputado Paes de Andrade (CE), os senadores Maguito Vilela (GO), Gilberto Mestrinho (AM) e Pedro Simon (RS). O governador de Minas Gerais, Itamar Franco, foi representado por assessor especial, Alexandre Dupeyrat.

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