Curitiba - Expectativa entre os 26 integrantes do primeiro escalão do governo do Paraná. Voltou a tramitar na Assembléia Legislativa o projeto que dobra o salário bruto dos secretários de Estado. A proposta, assinada pelo deputado Antonio Anibelli (PMDB), aliado de primeira hora do governador Roberto Requião (PMDB), aumenta o contracheque de R$ 6 mil (cerca de R$ 4,5 mil líquidos) para R$ 12 mil.
Sem alarde, o projeto de Anibelli, engavetado desde o final do ano passado, voltou a tramitar. Na última terça-feira, o texto foi apresentado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) pelo deputado Mário Sérgio Bradock (PMDB), relator do projeto. Mas o projeto ainda não tem um parecer favorável da CCJ, pois o deputado Jocelito Canto (PTB) pediu vistas. Ele promete apresentar um parecer à parte na reunião da CCJ na próxima terça-feira, quando o projeto deve retornar à pauta.
Canto disse que, em tese, é favorável ao reajuste. Mas acredita que pode haver um problema de legalidade na apresentação da proposta. ''A proposta de aumento deveria partir do Poder Executivo, e não da Assembléia'', disse.
O projeto de Anibelli foi apresentado no final do ano passado, e seria votado antes do início do recesso, em meados de dezembro. Mas como não houve acordo na época para aprovar o Plano de Cargos e Salários dos professores, o aumento dos secretários foi engavetado, para não gerar desgaste político. Este ano, quando assumiu a liderança do governo no lugar de Angelo Vanhoni (PT), Natálio Stica (PT) avisou que o aumento de salários para os secretários voltaria a tramitar.
O plano dos professores já foi aprovado, no início deste ano. Mesmo assim, o clima ainda é delicado para a votação do reajuste para os secretários, pois o governador vetou o artigo 47 do plano de cargos, que previa o pagamento retroativo a fevereiro dos aumentos previstos, em média de 33%. O veto aguarda votação no plenário.

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