A falta de quórum e o esgotamento da pauta com as matérias mais polêmicas e urgentes como o Fundo de Previdência e o IPVA de 1999, pela Assembléia Legislativa, podem antecipar o fim do período extraordinário, convocado pelo governo do Estado e previsto para terminar apenas no dia 16. O presidente da Casa, Aníbal Khury (PFL), disse que só dará continuidade às sessões se os deputados comparecerem em plenário. A Assembléia estava vazia ontem.
Depois de conversar com o líder do governo, Valdir Rossoni (PTB), Khury convocou para dia 7 uma sessão-teste. ‘‘Se tiver quórum, votamos as matérias que ainda faltam, senão fica tudo para fevereiro’’, anunciou.
Poucas mensagens ainda dependem de crivo. Na mais urgente, o governo pede a autorização para se desfazer de todas as suas ações no Del Paraná, o braço do Banestado no Paraguai. A última matéria de peso foi votada na quarta-feira antes do Natal, quando a Assembléia aprovou mensagem do governo que cria um novo modelo previdenciário.
As costuras envolvendo a composição da nova mesa da AL, que será escolhida em fevereiro, é o único tema que ainda movimenta os corredores. Khury, que já tem a assinatura da maioria dos parlamentares para sua reeleição, recebeu ontem deputados interessados no preenchimento de cargos.
A antecipação do término da convocação extraordinária não compromete os salários extras dos deputados. Cada um continua com o seu direito assegurado a R$ 12 mil brutos, R$ 6 mil pela convocação, mais R$ 6 mil pela desconvocação, cujo pagamento deve ser feito em meados desse mês.(L.D)

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