AL livra deputados de inquéritos policiais
A Assembléia Legislativa baixou ontem três decretos livrando os deputados Geraldo Cartário (PL), Carlos Simões (PTB) e Luiz Carlos Alborghetti (PFL) de implicações policiais. A decisão foi aprovada pelos próprios deputados, com base no artigo 57 da Constituição Estadual, que trata da imunidade parlamentar.
Cartário responde por inquérito policial; Alborghetti por representação criminal e Simões por queixa-crime. Pela decisão, todos os procedimentos ficam suspensos até que os parlamentares deixem de ser deputados. O último perdão concedido pela Assembléia foi em outubro de 97.
Ao todo, nove deputados foram agraciados na ocasião. Alborghetti já havia sido perdoado, mas por outro motivo. Dessa vez, deve ter sido porque eu chamei de incompetente um coronel da PM que não fazia nada para melhorar a situação da segurança na Região Metropolitana de Curitiba, disse à Folha ontem. Alborghetti acumula 17 processos. Todos por conta de seu programa policial. Eu tenho liberdade de expressão, reclamou.
Geraldo Cartário nem sabe ao certo por que está sendo processado. Licenciado, ele acha que o inquérito sustado ontem tem relação a sua administração, ainda como prefeito de Mandirituba. São os adversários tradicionais. Se não for isso, é um delegado e um procurador que estão irados porque não prestei depoimento, observou.
Simões não retornou a ligação. O deputado não está na leva dos que tiveram processos suspensos em 97. Foram eles: Edno Guimarães (PL), Nereu Moura (PMDB), Ricardo Chab (PTB) e Edgar Bueno (PDT), que ainda detêm mandato. E os ex-deputados Emerson Nerone (PSN), Albanor Gomes (PTB), Sâmis da Silva (PMDB) e Nelson Turek (PFL) que, desde fevereiro passado, perderam a imunidade. (L.D)





