AL inicia período de plantão
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quinta-feira, 08 de janeiro de 1998
Curitiba 
Kraw PenasPlenário da Assembléia no início dos trabalhos: quase ninguémA Assembléia Legislativa reabriu ontem o período extraordinário convocado pelo Poder Executivo para analisar uma pauta minguada: dois projetos autorizatórios envolvendo alienações de terrenos nos municípios de Tibagi e Boa Ventura de São Roque. Hoje, os deputados voltam para liquidar a matéria em segunda e terceira discussões. Até o dia 15 deste mês, o Legislativo fica de plantão para analisar eventuais mensagens de interesse do governador Jaime Lerner (PFL).
Cerca de 30 deputados compareceram ontem ao chamado. No início da sessão, a movimentação foi inexpressiva. Os gastos com a convocação extra chegam a cerca de R$ 700 mil só em salários. Cada deputado recebe R$ 6 mil brutos pela convocação e outros R$ 6 mil pela desconvocação. A conta é do Palácio Iguaçu, o responsável pelo apelo.
Para evitar que a sessão fosse relâmpago e durasse poucos minutos, como a última que suspendeu pela segunda vez o período extraordinário, os deputados aproveitaram o horário das lideranças para fazer pronunciamentos. Até os parlamentares que pouco abriram a boca durante o período ordinário, como Julio Ando (PFL) e Hidekazu Takayama (PFL), manifestaram-se. O tema preferido pela oposição foi o programa de concessão de rodovias estaduais e federais, além da cobrança de pedágio planejada pelo governo Lerner.
O deputados do PMDB acham que o governo não está dando esclarecimentos necessários sobre o programa, que, segundo a oposição, favorece empreiteiras. Luiz Claudio Romanelli fez o cálculo sobre os gastos com pedágio em alguns trechos das rodovias a serem privatizadas. Quem se deslocar de Foz a Paranaguá irá pagar R$ 26,50 em dez padágios, se utilizar carro de passeio. Se o veículo for um caminhão de reboque, só em pedágio os gastos serão de R$ 132,50, exemplifica. De Londrina a Curitiba, o dono de um carro pagará R$ 13,50, emenda.
O peemedebista diz ainda que o governo cria uma falsa expectativa na população quando diz que as rodovias serão duplicadas a curto prazo e que o motorista paranaense trafegará em estradas de primeiro mundo em pouco tempo. São promessas. Segundo o cronograma, tem estrada que só será efetivada em 18 anos, acusa o deputado. (L.D)


