Curitiba - As obras no estádio Joaquim Américo, do Clube Atlético Paranaense (CAP), são alvo de investigação dos deputados estaduais. Em parte financiada com títulos públicos da cidade de Curitiba, a ampliação da ''Arena da Baixada'', como é conhecida, foi uma exigência da Fifa para que o município recebesse jogos da Copa de 2014. R$ 90 milhões em ativos financeiros foram destinados para a obra, com a promessa que o CAP investiria outros R$ 45 milhões no empreendimento.
Na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, a transação para viabilizar o campeonato das seleções nacionais de futebol virou objeto de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), presidida pelo deputado Fábio Camargo (PTB). Na terça-feira, na primeira reunião pública da CPI, foi ouvido o ex-diretor do CAP José Cid Campêlo. Ele, que é advogado, deixou o clube após acusar o atual presidente, Mário Celso Petraglia, de favorecer empresa do filho na compra das novas cadeiras para o estádio. ''Foi feito um contrato de aquisição de cadeiras com o filho do presidente da CAP/SA. E isso não poder ser natural. Este contrato não pode ser validado, até porque na própria concorrência havia preços menores. Mas alegaram condições melhores das cadeiras'', afirmou.
''Não vou dizer que há superfaturamento. Vou dizer que há contratos superiores àqueles praticados em Brasília, por exemplo, e que as cadeiras cumprem as exigências da FIFA'', disse Campêlo, evitando complicações. Na próxima semana, os deputados estaduais desejam ouvir o próprio Petraglia.

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