Em Londrina, as bandeiras do Brasil, do Paraná e da cidade ficaram a meio mastro em sinal de luto pela tragédia ocorrida com a Chapecoense
Em Londrina, as bandeiras do Brasil, do Paraná e da cidade ficaram a meio mastro em sinal de luto pela tragédia ocorrida com a Chapecoense | Foto: Fábio Alcover



Curitiba - A sessão de ontem na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná foi marcada por homenagens às vítimas do acidente aéreo envolvendo a delegação da Chapecoense. A aeronave caiu na cidade de La Unión, próximo a Medellín, na Colômbia, durante a madrugada, deixando mais de 70 mortos, dentre eles 19 jogadores, que disputariam a final da da Copa Sul-Americana contra o Atlético Nacional (leia mais em Esporte).
Ao final da primeira plenária - a de hoje também foi antecipada para terça-feira (29), devido à realização do encontro de prefeitos em Foz do Iguaçu (Oeste) -, os 42 parlamentares presentes fizeram um minuto de silêncio. Eles também aprovaram a emissão de votos de pesar ao clube. Tanto as bandeiras da AL como as do Palácio Iguaçu, sede do governo estadual, foram hasteadas a meio mastro.
Os deputados Guto Silva (PSD), André Bueno (PSDB), Reichembach (PSC), Adelino Ribeiro (PSL), Luiz Cláudio Romanelli (PSB) e o presidente da Casa, Ademar Traiano (PSDB), lembraram da tragédia em discursos. O treinador da equipe, Caio Jr., alguns dos atletas e outros profissionais que perderam a vida eram paranaenses ou tinham ligação forte com o Estado. Silva destacou que os moradores de seu município de origem, Pato Branco, localizado a 137 quilômetros de Chapecó, costumam frequentar a Arenda Condá.
"Compartilhamos a perda ilustre de um filho de Pato Branco, o Sandro Pallaoro, presidente da Chapecoense, que vai deixar muita saudade. Foi um atleta que representou a cidade no futsal. O deputado Hussein Bakri (PSD) chegou a jogar com ele. A mãe do Caio Jr. também é vizinha dos meus pais. A cidade está toda surpresa e estarrecida. Esse é um momento de muita dor", afirmou o político do PSD.
"Abalou a todos nós. Torcíamos pelo sucesso da Chapecoense, mas principalmente por seu técnico. Ainda tenho na minha memória muito viva uma entrevista dele. Assistia à partida da Chapecoense e vi a vibração do Caio. Sempre fui um admirador da sua carreira", completou Traiano, sobre o treinador, natural de Cascavel (Oeste). Segundo Bueno, o auxiliar Eduardo Castro Filho, conhecido como "Duca", era filho de um ex-funcionário da AL e trabalhou no gabinete de Nelson Justus (DEM). "Lamentamos muito."

CURITIBA
Também houve um minuto de silêncio na Câmara Municipal de Curitiba (CMC). O vereador Paulo Rink (PR), que jogou na Chapecoense em 1993 e em 1995, ano em que foi o maior artilheiro do estadual de Santa Catarina até então, com 23 gols, disse estar chocado com o acidente. "É um momento triste do futebol brasileiro, uma grande perda. Perdi amigos de longa data", comentou, em entrevista publicada no site da CMC.
Em sua página no Facebook, Rink escreveu que, "como ex-atleta", não conseguia acreditar no que aconteceu. Além dele, registraram solidariedade o presidente da Casa, Ailton Araújo (PSC), Jorge Bernardi (Rede), Pier Petruzziello (PTB), Tito Zeglin (PDT), Pedro Paulo (PDT), Professora Josete (PT) e Serginho do Posto (PSDB).

LONDRINA
A Câmara de Vereadores de Londrina também manifestou, no início da sessão de ontem, solidariedade e voto de pesar à tragedia que vitimou jogadores, dirigentes da Chapecoense e jornalistas brasileiros durante viagem à Colômbia.
Além de deixar o pavilhão das bandeiras a meio mastro em frente ao Centro Administrativo, a Prefeitura de Londrina utilizou o Facebook para se solidarizar com o clube catarinense com a seguinte nota acima do escudo da Chape (com o verde e branco substituído pela cor preta em sinal de luto): "Londrina lamenta a tragédia ocorrida hoje com a Associação Chapecoense de Futebol. Toda a nossa solidariedade às famílias das vítimas e à cidade de Chapecó. Desejamos força nesse momento tão difícil e doloroso. #ForçaChape".

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