AL espera concluir hoje votação da ParanaPrevidência
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terça-feira, 28 de abril de 2015
Rubens Chueire Jr.<br>Reportagem Local 
Curitiba Em meio a protestos, discussões acaloradas e liminares na Justiça para que a sessão possa ser acompanhada pelos manifestantes, o polêmico projeto que prevê mudanças na ParanáPrevidência retorna ao plenário da Assembleia Legislativa (AL) e pode ser votado em redação final ainda hoje. Pelo menos este é o objetivo da base aliada que inclusive conseguiu aprovar na sessão de ontem a realização de uma extraordinária para esta quarta.
Ao retornar da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para segunda discussão no plenário, os aliados de Beto pretendem, com a sessão extraordinária, conseguir votar o projeto em terceira discussão e, consequentemente, a redação final do texto. A diferença é que desta vez os professores vão acompanhar a sessão após terem sidos beneficiados por uma liminar concedida ontem pelo Tribunal de Justiça do Paraná.
"Defiro liminarmente e preventivamente, a suspensão de qualquer eventual proibição da Alep, que impeça a entrada dos pacientes nas galerias do plenário durante a votação do projeto de Lei nº 252/2015, ressalvada a capacidade máxima de público comportada pelas galerias" diz trecho da decisão do juiz substituto Márcio José Tokars. A mesa diretora da AL recorreu da decisão, mas até o fechamento desta edição ainda não havia obtido uma resposta.
"Recorremos porque temos antecedentes que nos levam a crer que qualquer iniciativa dessa natureza, abrindo essa possibilidade, fica muito difícil de conter o público e os invasores. Tenho confiança de esta liminar será derrubada", disse Ademar Traiano (PSDB), presidente da Casa.
Questionado sobre os confrontos de ontem e de como a proibição de entrada da AL poderia ter contribuído para a confusão, o deputado ressaltou que "está assegurado pela decisão da Justiça". "Não sou eu que estou determinando qualquer manutenção da ordem. É a Justiça que determinou à Secretaria de Segurança e ela está cumprindo uma decisão judicial. Acho que toda e qualquer forma de desrespeito à decisão de Justiça, as providências devem ser tomadas", concluiu.
'RETROCESSO TOTAL'
Em crítica aos confrontos que ocorreram ontem em frente à AL, o deputado Professor Lemos (PT) afirmou que a situação é inaceitável num regime democrático. Ele ressalta que não se recorda de ter visto tal aparato de segurança para impedir que as pessoas acompanhassem uma votação. "Nunca tivemos as portas e os portões fechados para o povo. É a primeira vez que acompanho isto no Paraná. Então, é algo fora do comum, é um regime de exceção essa determinação de proibir os cidadãos de acessarem a AL e também de atacar os professores", ressaltou.
O discurso do deputado é reforçado pela presidente da APP-Sindicato, Marlei Fernandes. Segundo ela, um grande ato pela democracia está marcado para hoje, em frente à AL, com a participação de movimentos sociais, pais e mães de alunos da rede estadual, além de representantes de entidades religiosas. "Desde 2001, quando lutamos nesta praça contra a privatização da Copel que é um bem comum da sociedade paranaense e, desde o dia 30 de agosto de 1988, ou seja, há 27 anos, que nós não víamos uma arbitrariedade destas, uma violência tamanha, um processo de um governo totalitário", afirmou.
"Para uma sociedade que já evoluiu bastante desde a década de 80, é um retrocesso total, inadmissível, totalitarista do governador do Estado. É deprimente, mas a gente não pode se deprimir. tem que fortalecer o nosso espírito de luta", completou Marlei.


