Curitiba - A Assembleia Legislativa (AL) do Paraná informou, por meio de nota oficial, que uma equipe do Ministério Público (MP) do Estado esteve ontem na Casa para receber novos documentos. Ainda segundo a nota oficial, foram entregues fichas funcionais e contra-cheques de todos os servidores que mantiveram vínculo com a AL desde 1º de janeiro de 2000. Tais documentos já haviam sido solicitados pelo MP no mês passado, mas uma liminar obtida pelo Sindicato dos Servidores Públicos Civis da Assembleia Legislativa do Estado do Paraná (Sindilegis/PR) impediu a obtenção integral dos dados.
No último dia 7, contudo, o desembargador Ivan Bortoleto arquivou a liminar, em função da desistência da vice-presidente do Sindilegis/PR, Diva Escaramela Ogibowski, que alegou à imprensa ter sido induzida a assinar o pedido de liminar.
Diva sustenta que um grupo de pessoas ligadas ao presidente afastado da entidade, Abib Miguel, preso na Operação Ectoplasma I, a procurou para assinar o pedido de liminar feito ao Judiciário. No grupo estaria o então diretor de pessoal da AL, Antônio Gulbino, contratado após a prisão de Cláudio Marques da Silva. Gulbino acabou afastado do cargo depois que o episódio se tornou público.
Na nota oficial, a AL reforça ainda que a entrega dos documentos, ontem, faz parte de um ''acordo de colaboração'' firmado com o MP. Anteontem, o presidente da AL, Nelson Justus (DEM), considerou ''um excesso'' o mandado de busca e apreensão cumprido na Casa no último sábado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), ligado ao MP. As críticas foram rebatidas, ainda anteontem, pelo próprio MP e também pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Paraná. (C.S.)

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