AL encerra atividades com votações pendentes
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sexta-feira, 13 de dezembro de 2002
Maria Duarte<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A Assembléia Legislativa encerrou ontem os trabalhos. Depois de meses votando basicamente declarações de utilidade pública ou derrubando sessões por falta de quorum, foram realizadas ontem uma sessão ordinária e oito extraordinárias para limpar a pauta. Os deputados aprovaram até o título de cidadão honorário do Paraná ao presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que se despede do poder no dia 31 de dezembro. Como ficou pendente a votação do novo Código de Organização e Divisão Judiciárias (CODJ), o Palácio Iguaçu pode convocar a Casa extraordinariamente (veja matéria nesta página).
O curioso é que o título concedido ao presidente, colocado de surpresa na pauta, foi aprovado em votação secreta por 43 contra três votos. Isso significa que até deputados de oposição contribuíram com votos favoráveis. A proposta foi do deputado governista Cleiton Kiélse (PFL). Para justificar a homenagem perante os demais deputados, o pefelista alegou que FHC fez ''ações positivas em favor da pavimentação da BR-116''.
As sessões começaram pela manhã. Os deputados encerraram a votação do Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), do orçamento, das contas passadas do governador Jaime Lerner (PFL) e da reforma administrativa proposta pelo PMDB.
Apesar de os mandatos dos atuais deputados durarem até 31 de janeiro de 2003, o clima no plenário foi de despedida. Vários deputados, de situação e oposição, subiram à tribuna para se despedir, já que 24 parlamentares não voltam para a Asssembléia no ano que vem.
O deputado Algaci Túlio (PSDB), deputado estadual por quatro vezes, disse que chegou a ''esquecer a família e os filhos'' para se dedicar a suas atividades como parlamentar. Túlio não conseguiu votos suficientes para se reeleger em 6 de outubro. Vai assumir a coordenação do Procon no governo Roberto Requião (PMDB).
O primeiro secretário, Valdir Rossoni (PTB), usou o microfone para pedir desculpas aos colegas. ''Peço desculpas porque não conseguiu arrumar o sistema de som do plenário. Aqui não tem retorno'', disse, da tribuna. ''Mas não foi por falta de dedicação'', emendou, rápido.
O recesso vai até o dia 15 fevereiro. Antes disso, os deputados precisam tomar posse, em cerimônia marcada para o dia 1 de fevereiro. A eleição da mesa executiva, que deve reconduzir Hermas Brandão (PSDB) ao cargo, deve ser no dia 2, mas Brandão pretende antecipar a eleição para o dia 1º, logo após a posse.
Cada um dos 54 deputados recebe R$ 400,00 por sessão extraordinária. Mas, segundo o Regimento Interno, eles só podem receber por até oito sessões em um mês, mesmo que façam mais do que isso.


