O presidente da Assembléia Legislativa do Rio (Alerj), deputado Sérgio Cabral Filho (PSDB), disse que vai organizar um esquema especial de votação para garantir a aprovação de projetos num ano eleitoral. Segundo ele, nos meses de agosto e setembro, véspera da eleição, dois dias da semana serão usados para apreciação de projetos. O resto da semana ficaria liberado para os deputados fazerem suas campanhas. Cabral Filho afirmou que 60 dos 70 deputados da assembléia vão ser candidatos à reeleição, 8 serão candidatos a deputado federal e dois não vão concorrer a nenhum cargo eletivo.
Cabral Filho garantiu que, no primeiro semestre, o ritmo de votação vai ocorrer normalmente. Geralmente, em anos em que não há eleição, as sessões na Alerj são realizadas de terça-feira à quinta-feira. ‘‘No primeiro semestre, não tem conversa, eu pretendo manter o quorum de 98%, taxa dos três últimos anos’’. ‘‘Mas em agosto e setembro criarei um horário especial de votação, que será definido em concordância com a maioria dos deputados, mesmo porque, no restante dos dias, os parlamentares estarão atrás dos votos para a campanha’’, disse.
O recesso parlamentar, que regimentalmente acontece de 15 de dezembro a 15 de fevereiro, terminou ontem. A primeira sessão vai ocorrer na terça-feira, embora os trabalhos do legislativo estejam marcados para começar oficialmente hoje. Segundo Cabral Filho, dois projetos de lei importantes devem ser votados no início do ano parlamentar. ‘‘São duas mensagens que ainda devem ser enviadas pelo governador, uma determinando a criação de um plano de cargos e salários para a Polícia Civil, que é uma promessa de Marcello Alencar, e outra que estabelece um aumento salarial para professores do Estado’’.
A proposta orçamentária do legislativo para 1998 já aprovada é de R$ 290.194.181, que representam, segundo o presidente da assembléia, 3,8% da receita tributária do Estado do Rio. Cabral Filho disse que, quando assumiu, os gastos da Alerj consumiam 4,5% do arrecadação de impostos do governo estadual. Ele afirmou que conseguiu reduzir os custos ao determinar que o teto salarial do Estado (R$ 9,6 mil), fosse respeitado (funcionários chegavam a ganhar salários de R$ 40 mil) e ao não pagar a convocação extraordinária solicitada pelo governador em dezembro. Ele garante que com esta atitude economizou R$ 400 mil.(AE)

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