Curitiba - Os deputados que integram a comissão especial de investigação (CEI) criada pela Assembléia Legislativa para discutir o pedágio no Paraná vão tentar intermediar uma negociação entre o governo do Estado e as concessionárias. O objetivo é buscar a redução do valor das tarifas. A possibilidade de uma negociação foi reforçada ontem, quando os parlamentares ouviram o diretor regional da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), João Chiminazzo Neto. A sugestão deve ser uma das principais conclusões do relatório final da CEI, que será entregue na próxima semana.
Depois de traçar um histórico das concessões no Paraná, Chiminazzo Neto reafirmou que as empresas que administram rodovias estão dispostas a abrir negociações com o governo. ''Sem sombra de dúvidas, nossa disposição é total para começarmos as rodadas de negociação o quanto antes.'' Para ele, o governo deve deixar de lado as questões políticas que sempre envolveram o pedágio no Estado e partir para uma discussão técnica, buscando meios para reduzir a tarifa.
O depoimento de Chiminazzo foi o último tomado pelos deputados que integram a CEI do Pedágio. O relator da comissão, Plauto Guimarães (DEM), afirma que espera entregar o relatório final até a próxima terça-feira. O texto deve sugerir que governo estadual e concessionárias abram negociações imediatas para buscar uma redução nas tarifas. ''As duas partes apresentaram boa vontade para isso nos depoimentos aqui da comissão'', disse. ''O que está claro é que à força não se consegue nada, é preciso dialogar'', acrescentou.
Além disso, o relatório deve trazer algumas sugestões práticas que, segundo os deputados, podem ajudar na redução das tarifas. ''Uma delas é a possibilidade de prorrogação dos prazos de concessão, com uma consequente diluição do valor da tarifa em mais anos'', explicou Guimarães. A redução de impostos cobrados das concessionárias também é apontada pelo relator como forma de redução do valor. A CEI deve sugerir ainda a possibilidade de o governo estadual repassar as concessões dos trechos de estradas federais para a União. ''Se o governo não estiver disposto a dialogar, que passe a questão para Brasília. Distante do aspecto político local, o governo federal estaria mais aberto ao diálogo'', justificou.

mockup