AL desiste de polícia legislativa
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sexta-feira, 02 de julho de 2010
Rosiane Correia de Freitas<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O projeto de lei que permitia a concessão de gratificação a policiais militares que fossem alocados no setor de segurança da Assembleia Legislativa foi retirado de pauta a pedido da presidência da Casa. O texto seria um primeiro passo para a implantação da polícia legislativa, que seria responsável pela segurança da instituição a exemplo do que acontece na Câmara dos Deputados e no Senado.
A decisão de retirar o projeto de pauta aconteceu depois do episódio do último dia 23 de junho, quando dois seguranças teriam agredido o chefe de gabinete do deputado Alexandre Curi (PMDB), Lourival Vieira Júnior. A briga começou quando os seguranças abordaram Júnior para questioná-lo sobre o projeto. Segundo relatos o próprio Curi teria se envolvido na confusão. Na ocasião, em entrevista à FOLHA, o deputado negou que tivesse participado da briga.
Até o dia 23 o projeto tramitava na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia. A iniciativa já tinha recebido parecer favorável do relator, o deputado Luiz Claudio Romanelli (PMDB). Mas segundo a assessoria jurídica da comissão, o texto foi retirado da pauta a pedido da presidência e não há previsão para que ele retorne.
Além de desistir do projeto, a presidência da Assembleia também voltou atrás e não irá punir nenhum dos envolvidos na briga. Segundo a assessoria de imprensa da Casa não foi registrada nenhuma reclamação relativa ao episódio, portanto não caberia a realização de uma sindicância interna nem eventual punição. A avaliação da presidência seria de que o episódio teria sido menos grave do que foi noticiado pela imprensa.
Em entrevista à FOLHA o presidente da Casa, Nelson Justus (DEM), havia afirmado no dia da briga que ''pelo menos uma boa suspensão'' os envolvidos iriam receber. Justus também classificou, na ocasião, a agressão como ''inaceitável''. Mas passados alguns dias a versão da Casa é de que tudo não passou de uma discussão. Em relato à FOLHA, o próprio deputado Curi havia confirmado no dia 23 que seu assessor teria sido chutado e empurrado pelos seguranças.


