A comissão temporária de ética e decoro parlamentar da Assembléia Legislativa se reúne na próxima segunda-feira para definir a metodologia do trabalho de análise do envolvimento do presidente da CPI do Narcotráfico, Algaci Túlio (PTB), com o empresário Paulo Mandelli – acusado de ser um dos principais envolvidos com o roubo, receptação e desmanche de carros no Paraná. O presidente da Assembléia, Nelson Justus (PTB), informou ontem que a comissão terá prazo de uma semana para encerrar as investigações.
A comissão será formada pelos deputados Albanor Gomes (PSDB), Ademir Bier (PMDB), César Seleme (PPB), César Silvestri (PTB) e Élio Rusch (PFL). ‘‘Pelo sorteio, o PT acabou perdendo a vaga para o PPB. Acredito que na segunda-feira, a comissão chegará a uma conlusão sobre o problema’’, avaliou Justus.
A criação da comissão temporária não conseguiu diminuir a insistência dos deputados da bancada de oposição em receber uma resposta sobre o pedido de afastamento de Algaci diretamente da mesa executiva da Assembléia. ‘‘Nosso prazo acaba na segunda-feira. Vamos nos reunir para discutir se o Bier realmente vai participar da comissão temporária, já que, para nós, uma semana é muito tempo para analisar as denúncias contra o Algaci’’, justificou o líder dos oposicionistas, Irineu Colombo (PT). O deputado reafirmou que os três deputados da bancada de oposição – Ângelo Vanhoni (PT), Edgar Bueno (PDT) e Edson Strapasson (PMDB) – deixam a CPI caso Algaci seja mantido na presidência da comissão.
Ontem, em Maringá, onde participou de sessões da CPI do Narcotráfico, Algaci disse que a oposição quer ‘‘criar polêmica desnecessária’’. Ele acusa a oposição de tentar impedir os trabalhos da CPI. ‘‘Podem investigar toda minha vida que não tenho nem nunca tive envolvimento com nenhum empresário de desmanches, muito menos de Paulo Mandelli’’, garantiu. (R.B.N. e M.Z.)

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