A Assembléia Legislativa confirmou ontem à tarde o veto do governador Jaime Lerner (PFL) à isenção previdenciária para todos os servidores aposentados com mais de 70 anos. A votação foi tranquila - 29 votos contra 17 e duas abstenções - e marcou a estréia da nova correlação de forças entre as bancadas. Hoje, os deputados analisam uma mensagem do governo que institui isenção escalonada, liberando da contribuição apenas os inativos com 70 anos ou mais que sejam portadores de invalidez ou que recebam até R$ 300,00 por mês.
Para garantir a vitória em plenário, Lerner convocou um almoço com a bancada aliada, no restaurante do Departamento Estadual de Transporte Oficial, em Curitiba. Compareceram cerca de 30 deputados. O governador pediu empenho para os deputados na manutenção do veto. Em troca, argumentou que a mensagem que entra em pauta hoje - da isenção escalonada - é a mais adequada por não comprometer o equilíbrio financeiro do novo modelo previdenciário. A isenção geral representaria uma perda de receita previdenciária de R$ 1,6 milhão ao mês. Já a escalonada, R$ 138 mil ao mês.
Seis deputados não compareceram na sessão que manteve o veto de Lerner. Quatro da base aliada: Basílio Zanusso (PFL), Ricardo Chab (PTB), Serafina Carrilho (PSDB) e Luiz Carlos Alborghetti (PFL). E dois da oposição: José Maria Ferreira (PSDB) e Waldir Pugliesi (PMDB). O deputado Antonio Anibelli (PMDB) liderou a campanha pelo fim do veto, mas foi vencido. ‘‘Os aliados podem ter ficado impressionados com o banquete oferecido pelo governador, mas só foram chamados porque o governo tem interesse de acabar com os aposentados’’, acusou. (L.D)

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