AL comemora os 20 anos da Anistia
AL comemora
os 20 anos
da Anistia
A Assembléia Legislativa do Paraná comemorou ontem, com sessão especial, os 20 anos da Lei da Anistia. A cerimônia foi marcada por discursos inflamados contra o regime militar e em defesa da democracia. O governador Jaime Lerner (PFL) falou em nome do governo. Aníbal Khury (PFL), em nome da Assembléia. Caíto Quintana (PMDB) passou o recado da oposição e Beto Richa (PTB) da maioria dos 54 parlamentares.
O Paraná viu os filhos perseguidos, humilhados e torturados, discursou o governador que, durante o regime militar, atuou como prefeito biônico de Curitiba. Lerner homenageou o presidente da Assembléia, o ex-ministro Amari Silva e o ex-deputado Alencar Furtado. Eles estavam entre os perseguidos.
O governador lamentou ainda a morte de estudantes paranaenses durante o processo que culminou com a troca do regime militar para o regime democrático. Lerner disse que o Paraná procurou mostrar o seu reconhecimento à Lei da Anistia e o seu pedido de desculpas em público quando sancionou, em 97, a lei de Beto Richa, instituindo indenizações para ex-presos políticos e suas famílias.
Aníbal disse que essa mancha negra da ditadura nunca mais voltará ao Brasil, porque o povo não aceita mais esse tipo de regime. Caíto criticou o neoliberalismo e disse que é momento de o Brasil buscar uma anistia social, em defesa dos miseráveis e dos que estão à margem do processo democrático. Beto Richa classificou a perseguição vivida no regime militar como uma válvula de escape para destilar ódios. O deputado enalteceu a Lei da Anistia e lamentou as sequelas vigentes ainda hoje. (L.D.)





