Curitiba - O plenário da Assembleia Legislativa aprovou ontem um requerimento do deputado estadual Tadeu Veneri (PT) no qual são cobradas informações sobre o ''plano de sucessão'' que está sendo implementado pela Companhia Paranaense de Energia (Copel). O ''plano de sucessão'' da Copel, conforme mostrou a FOLHA no sábado, deve estabelecer um prazo para a saída de cerca de 700 funcionários já aposentados pelo INSS, mas que continuam trabalhando na empresa.
No requerimento, o petista pergunta sobre as consequências da decisão da Copel. Ele quer saber, por exemplo, se há previsão de concurso público para o preenchimento das 700 vagas. ''O que nos preocupa é que, no futuro, a Copel terceirize os serviços hoje feitos pelos funcionários aposentados'', disse ele. O petista afirma que pelo menos cerca de 200 pessoas do grupo que será dispensado pela empresa são profissionais de alta especialização. A Copel, segundo ele, poderia enfrentar dificuldade no processo de substituição.
Ontem a Copel informou à Reportagem que deve ser realizado um concurso público no segundo semestre para substituir os funcionários que serão desligados, mas não entrou em detalhes sobre o procedimento.
Veneri quer saber também qual é o posicionamento do departamento jurídico da Copel, já que as demissões podem representar um ''passivo'' em ações trabalhistas. O parlamentar se refere ao fato dos funcionários não quererem sair da empresa antes de terminarem o período de contribuição à Fundação Copel - uma espécie de fundo de previdência complementar.
O mesmo ponto também é levantado pelo presidente do Sindicato dos Empregados em Concessionárias dos Serviços de Energia Elétrica de Curitiba (Sindenel), Alexandre Donizete Martins. Ele defende que a Copel ''respeite o direito'' do funcionário terminar o período de contribuição à previdência complementar e não descarta a possibilidade de entrar com ações no Judiciário.
Hoje, representantes do Sindenel se reúnem com membros do Sindicato dos Engenheiros do Paraná (Senge/PR) na tentativa de buscar formas de negociação com a Copel. As demissões seriam necessárias porque o ''plano de demissão voluntária'' da Copel, concluído no final de março, só teve adesão de cerca de 300 funcionários aposentados pelo INSS, de um total de cerca de 1 mil.

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