Curitiba - A Assembleia Legislativa (AL) aprovou ontem por 30 votos a 16, em primeira discussão, o projeto nº 421/2015 que trata do reajuste ao funcionalismo estadual. A falta de consenso entre os parlamentares expressada no resultado desta primeira votação, entretanto, impediu que a proposta tivesse a votação concluída ainda ontem, como desejava a presidência da Casa e boa parte dos parlamentares da base aliada. Com isso, o projeto segue para segunda discussão na próxima segunda-feira.
O projeto prevê reajuste de 3,45% de reajuste em parcela única a ser paga em outubro – relativo à inflação de maio a dezembro de 2014. Também prevê ainda que em janeiro de 2016, os servidores receberiam outros 8,5% – referente à inflação estimada para janeiro a dezembro deste ano. E em janeiro de 2017, além da reposição da inflação de 2016 medida pelo IPCA, eles teriam outros 1% de aumento – para recompor as perdas pelo parcelamento dos reajustes anteriores. A expectativa agora envolve a possibilidade de apresentação de emendas ao texto.
A discussão surgiu após deputados da oposição reforçarem que votariam contra a proposta. Segundo eles, a greve não terminou pela aceitação do índice, mas porque não havia como manter um milhão de alunos fora da sala de aula. A bancada ainda levantou dúvidas sobre o balanço financeiro de 2014 do governo. Tal postura irritou o líder do governo na AL, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), que atacou os deputados da oposição. "Foi feito um acordo nesta casa para solucionar a greve. Quem tiver responsabilidade vota a favor do projeto."
Já o líder da oposição, Tadeu Veneri (PT), ressaltou que cada parlamentar tem o direito de votar conforme suas conclusões. "Não vamos cobrar dos deputados que votem assim ou assado. Agora já tomamos uma decisão e vamos votar contra", afirmou.

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