Imagem ilustrativa da imagem AL aprova reajuste diferenciado para os poderes
| Foto: Dálie Felberg /Alep

Curitiba - A AL (Assembleia Legislativa) do Paraná aprovou nessa segunda-feira (9), em uma sessão ordinária e uma extraordinária, os projetos de lei que reajustam em 4,94% os salários dos servidores do TJ (Tribunal de Justiça), do MP (Ministério Público), do TC (Tribunal de Contas) e da Defensoria Pública. Foram 34 votos favoráveis, 15 contrários e duas abstenções, no primeiro turno. O texto relativo ao próprio Legislativo também passou, mas com 33 votos.

Ao contrário do que chegou a ser ventilado no início da tramitação, os percentuais propostos pelos poderes, que correspondem à inflação, foram mantidos. O presidente da Casa, Ademar Traiano (PSDB), defendeu, há dois meses, que os valores fossem os mesmos aplicados aos trabalhadores do Executivo, que receberão a reposição de 2019 em três parcelas, sendo a primeira em janeiro e a última em 2022. No entanto, acabou convencido por sindicatos como o Sindijus (Judiciário).

O líder da oposição, Tadeu Veneri (PT), recomendou voto favorável, enquanto o líder do governo Ratinho Junior (PSD) na AL, Hussein Bakri (PSD), liberou a bancada. Ainda assim, os parlamentares presentes na sessão se dividiram. Antes da votação, houve também um questionamento do deputado Homero Marchese (PROS), que criticou o fato de as matérias terem entrado na pauta na própria segunda, sem aviso prévio.

PLEITO FORTE

Marchese tentou apresentar emenda estendendo o reajuste aos servidores do Executivo, entretanto, conseguiu apenas cinco assinaturas, das 28 necessárias. Ele alegou que não houve tempo para conversar com seus pares e, assim, convencê-los. Já Traiano justificou que havia um "pleito muito forte dos sindicatos" e que o presidente tem a prerrogativa, conforme o regimento interno, de incluir itens na ordem do dia sempre que julgar necessário.

"Não podemos diferenciar os servidores aqui do Centro Cívico. Não me parece justo nem razoável que os do Executivo não tenham a revisão por três ou quatro anos e os do Judiciário e do Tribunal de Contas tenham. Afinal, o caixa é único", argumentou o político do PROS. "A justificativa é a falta de orçamento. Então, se não tem pro Executivo, por que tem pros outros poderes? Por questão de coerência e justiça tem de ser igual para todos", completou Soldado Fruet (PROS).

"A oposição vai votar favorável por uma questão de coerência (...) Como falávamos em 2015, não é porque um deixa de pagar, não é porque o [ex-] governador Carlos Alberto vai dar o calote que todos vão dar. Eu lamento que não paguemos o reajuste dos servidores do Executivo. Mas miséria não se divide", disse Veneri. O petista também lembrou que sempre defendeu a diminuição no repasse aos poderes e que, à época, não houve acordo. Ou seja, haveria agora recurso disponível para pagar a reposição.

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