AL aprova projeto contra violência nos estádios
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quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
Mariana Franco Ramos<br>Reportagem Local 
Curitiba - Após as brigas registradas no último domingo em Joinville, durante o jogo entre Atlético-PR e Vasco, dois projetos de lei que buscam coibir a violência nos estádios de futebol do Paraná ganharam força na Assembleia Legislativa (AL) do Estado. O primeiro deles, 19/2013, de autoria do deputado Bernardo Carli (PSDB), dispõe sobre a obrigatoriedade de identificação dos torcedores nas arenas. A proposta foi aprovada ontem em segunda discussão, devendo passar ainda por outras duas análises de plenário antes de ser sancionada ou vetada pelo governador Beto Richa (PSDB).
Segundo o autor, o objetivo é "coibir cenas lastimáveis como as de domingo, banindo de uma vez por todas os marginais e permitindo que as famílias voltem a frequentar esses espaços". Os clubes, as entidades responsáveis pelos estádios de futebol e outros estabelecimentos que realizarem a venda de ingressos para partidas oficiais em locais com capacidade para mais de 15 mil torcedores precisarão identificar os compradores. Terão, ainda, que manter a disposição das autoridades, por no mínimo 12 meses, um banco de dados com os nomes dos torcedores.
Ao adquirir os tickets, as pessoas terão de apresentar o documento de identidade de quem vai utilizá-lo. "Não vai haver tumulto, porque a maioria dos ingressos não é vendida nos dias dos jogos", explicou o parlamentar.
Já a outra proposta, do deputado Douglas Fabrício (PPS), que proíbe o ingresso de torcedores portando vestimentas, bandeiras, faixas ou outros objetos identificando torcidas organizadas, chegou ontem à Casa. No entanto, deve ser colocada em votação apenas no próximo ano. O projeto prevê multa de R$ 20 mil na primeira autuação e R$ 50 mil em caso de reincidência às entidades que descumprirem a norma.
"Estou trazendo esse tema para ser discutido aqui. Venho em defesa daquelas pessoas de bem, que querem ir ao estádio, levar o filho, a namorada ou o esposo, e participar do espetáculo normalmente, sem brigas", justificou Fabrício.


