AL aprova criação de Secretaria de Governo
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segunda-feira, 11 de março de 2013
José Lazaro Jr. <br>Reportagem Local 
Curitiba - Foi criada ontem a Secretaria de Estado de Governo (Seeg) pelos deputados estaduais, apesar do protesto da oposição. Ajudado pelos membros da base aliada, Ademar Traiano (PSDB) precisou de apenas 55 minutos para coordenar a aprovação num só dia do projeto em todas as suas fases, mesmo com a medida criando uma despesa anual de R$ 4,2 milhões aos cofres públicos (41 novos funcionários).
Com o plenário transformado em comissão geral, o líder de Beto Richa (PSDB) na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná obteve dos políticos o aval da Comissão de Constituição e Justiça, apoio para votação em dois turnos e dispensa da redação final. Traiano usou a mesma tática em 2012 para a aprovação da reforma da previdência estadual e reajuste dos professores estaduais, cuja greve era uma ameaça concreta.
''Não concordamos que o governo crie novos cargos mesmo reconhecendo que está desrespeitando a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF)'', reclamou Tadeu Veneri (PT), líder da oposição. O comentário foi rebatido por Traiano em plenário, dizendo que não está preocupado com o limite prudencial, de 46,55% da Receita Corrente Líquida (RCL). ''O teto é 49%'', disse o tucano em plenário, citando o máximo permitido pela LRF. FOLHA noticiou semana passada que com 46,67% de gastos com pessoal, o Paraná extrapolou em R$ 30 milhões o tolerado pela LRF e pode sofrer sanções do Tribunal de Contas (TC).
A mudança imediata é no contracheque do deputado federal Cezar Silvestri (PPS), licenciado do mandato em Brasília para compor politicamente o governo Beto. Desde que foi tirado da pasta do Desenvolvimento Urbano (Sedu), para acomodar Ratinho Júnior (PSC) na administração, Silvestri ocupava uma secretaria especial, com ganhos de R$ 10,4 mil. Agora ele recupera o subsídio de secretário de Estado (R$ 18,7 mil por mês).
Dos 41 cargos criados ontem na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, Silvestri terá à disposição apenas oito comissionados (impacto de R$ 867 mil por ano no orçamento). 32 vão para a Casa Civil de Reinhold Stephanes (PSD) e outro para a Procuradoria Geral do Estado.


