AL apressa lei em favor do Banestado
A TOQUE DE CAIXA
AL apressa lei em favor do Banestado
Arquivo FolhaPugliesi reclama da rápida aprovação: Estão escondendo o jogoA mensagem de lei que dá ao governo do Estado autonomia para transformar em dinheiro os ativos (ações, bens móveis e imóveis) resultantes de operações financeiras feitas pelo Banestado na reta final rumo à privatização será uma das últimas matérias da pauta da Assembléia, que entra em recesso até meados da semana que vem.
A mensagem, que também reajusta os R$ 100 milhões prometidos pelo Banco Central para a capitalização da Agência de Fomento, passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e foi aprovada em primeira discussão pelos deputados ontem à tarde. O governo enviou dois técnicos para explicar os meandros da mensagem, de difícil compreensão até para os deputados aliados, que não souberam destrinchar seu conteúdo.
A mensagem que altera alguns dispositivos da lei de saneamento do Banestado não consta na pauta da sessão ordinária dos deputados, marcada para hoje de manhã. Se não for incluída em nenhuma sessão extraordinária, sua votação fica automaticamente adiada para a semana que vem. A intenção dos parlamentares é limpar a pauta até quinta-feira, dia 1º de julho, no máximo. Na CCJ, a oposição (leia-se PT, PMDB e setores do PSDB) reclamou da análise a toque de caixa.
Waldyr Pugliesi (PMDB) achou um exagero a pressa do governo em aprovar a medida. Estão escondendo o jogo, observou. O líder do governo, Valdir Rossoni (PTB), reagiu afirmando que a matéria é urgente e fundamental para o processo de saneamento e consequente privatização do Banestado. Segundo Rossoni, a autonomia para gerir ativos do banco, nesse momento, faz parte do rol de exigências feitas pelo BC para socorrer o Banestado. O governo federal autorizou a injeção de R$ 3,7 bilhões na instituição paranaense. Reajustado, o socorro oscila hoje em R$ 5 bilhões. O BC já repassou cerca de R$ 2,9 bilhões. (L.D.)





