AL apressa convocação de Gionédis
José Fernando da Silva
O secretário da Fazenda do Paraná, Giovani Gionédis, deve ser convocado pela Assembléia Legislativa (AL) para explicar o projeto de privatização do Banco do Estado do Paraná (Banestado). De acordo com o presidente da Assembléia, deputado Aníbal Khury (PFL), a mensagem do Executivo poderá ser protocolada na AL na tarde de hoje ou amanhã e vai ser votada em regime de urgência. ‘‘Em 15 dias deveremos estar com o projeto aprovado’’, afirmou o deputado.
Khury analisa como boas as perspectivas de se aprovar a privatização do Banestado. ‘‘O Banco Central está com uma boa proposta, com o financiamento das dívidas em 30 anos e juros de 6% ao ano’’, disse Khury. Para o presidente da Assembléia, o Banestado não será privatizado de forma ‘‘endereçada’’ , devendo ir a leilão até o final deste ano.
Segundo Khury, a Assembléia deixou de exigir a profissionalização da diretoria do Banestado porque não faz mais sentido com a privatização. ‘‘O próprio Banco Central vai tomar esta medida’’, disse Aníbal. Mas não deixou de lembrar de seu desafeto, Manoel Garcia Cid, presidente do Banestado. ‘‘O presidente do banco continua sendo infeliz em suas declarações’’.
O líder do governo na Assembléia Legislativa, deputado Valdir Rossoni (PTB), garante que o projeto vai ser aprovado com folga, embora a oposição corra contra o tempo e busque instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o rombo nas contas do Banestado.
Até agora são computadas 14 assinaturas das 18 necessárias para instalar a CPI. Os 14 deputados esperam chegar a 21 assinaturas caso a bancada do PPB rompa definitivamente com o governo. A bancada do PPB demonstra descontentamento com as negociações da chapa com o PFL, que exige indicar o candidato governista ao Senado e uma coligação na proporcional (para deputados).
O deputado Ângelo Vanhoni (PT), que é funcionário do Banestado, disse que um grupo de deputados deve ir a Porto Alegre para descobrir a fórmula usada para sanear o Banrisul e não privatizá-lo, embora o banco estatal gaúcho apresentasse um rombo de caixa superior ao do Banestado. A proposta anterior era trazer os deputados gaúchos para o Paraná, mas por problemas de agenda, os paranaenses devem ir ao Rio Grande do Sul.
O Banco Central está injetando R$ 2,6 milhões para o saneamento do Banestado, R$ 300 milhões para programa de redução do número de funcionários e R$ 700 milhões para o banco se livrar dos empréstimos interbancários.

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