Dois meses após receber cópia de uma investigação do Ministério Público de Londrina no chamado escândalo AMA-Comurb, que envolve o deputado estadual Antônio Carlos Belinati (PSL), o corregedor da Assembléia, deputado Caíto Quintana (PMDB), ainda não concluiu o levantamento do material. ''Temos fotocópias de recibos, das apurações que o Ministério Público está fazendo. É um trabalho pesado para separar e analisar tudo'', justificou o peemedebista.

Segundo Quintana, o material refere-se ao período da campanha eleitoral, em 1998. O corregedor adiantou que pode chamar Belinati a depor na Corregedoria. ''Mas ainda não sabemos se isso será necessário, precisamos analisar melhor essa documentação.''

De acordo com o ofício de 10 de setembro deste ano, a Promotoria de Investigações Criminais (PIC) encaminhou à Assembléia todos os documentos que embasam a ação civil pública 428/2001, envolvendo o desvio de R$ 270 mil da extinta Comurb. Conforme a denúncia, os recursos foram utilizados na campanha do deputado, em 1998. Durante a fase de depoimentos, lideranças políticas da região que receberam recursos desviados da extinta Companhia Municipal de Urbanização (Comurb atual CMTU) confirmaram ter trabalhado na campanha de Antônio Carlos.

Além de Antônio Carlos, são réus na ação o ex-prefeito de Londrina Antonio Belinati (PL) e a vice-governadora Emília Belinati (PFL). Filho do ex-prefeito e da vice-governadora, o deputado é réu em uma ação civil pública que tramita na 6 Vara Cível de Londrina.

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