O candidato do PPS à presidência da República, Ciro Gomes, voltou a criticar ontem as medidas econômicas adotadas pelo governo para tentar evitar a fuga de capitais e a desvalorização do real. Em uma explanação sobre o seu programa de governo na sede do Pensamento Nacional das Bases Empresariais (PNBE), em São Paulo, Ciro afirmou que o governo adotou medidas ‘‘paliativas’’. ‘‘Na verdade, é um tiro no pé, põe o País de joelho diante dos agiotas internacionais’’, disse.
Segundo Ciro, as medidas elevarão a dívida do País. ‘‘O Brasil passará a pagar por mês mais R$ 7 bilhões de juros para uma arrecadação mensal de R$ 13 bilhões, isso significa que em um ano serão R$ 170 bilhões de juros para uma arrecadação de R$ 140 bilhões, e isso evidentemente não é sustentável’’, disse.
O candidato propõe que a manutenção da estabilidade do real e do capital externo no País deveria ser feita com o ataque direto às causas do problema: o profundo endividamento e as contas públicas. ‘‘Para solucionar esses problemas precisaríamos mobilizar a sociedade para a adoção de um novo modelo de tributação e de financiamento da Previdência Social’’, disse.
Em terceiro lugar nas pesquisas de intenção de voto, Ciro comparou a sua campanha a um ‘‘ato de rebeldia’’ e afirmou que a sua candidatura é uma alternativa aos que têm ‘‘medo de perder a estabilidade trazida pelo real, da crise e de Lula’’.
Ciro Gomes também reclamou da ‘‘censura’’ que diz estar sofrendo por parte dos meios de comunicação.

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