Ajuste adicional deverá ser ''a frio e sem anestesia''
Para o especialista em finanças públicas, economista Raul Velloso, a nova meta acertada com o FMI só será cumprida se o ajuste adicional for feito a frio e sem anestesia, ignorando os possíveis benefícios da inflação nas receitas e nas despesas. Na sua avaliação, o esforço extra só funcionará se os cortes atingirem até mesmo as despesas de pessoal e benefícios da Previdência Social, que representam 70% dos gastos não-financeiros do governo federal. Terá de surgir uma postura nova, afirmou.
Segundo Velloso, o governo não poderá contar com os efeitos positivos na arrecadação de tributos gerados pelos novos patamares de inflação. O nível de inflação almejado pelo governo e por todos nós, na casa dos 10%, é muito baixo para inchar significativamente as receitas, completou. As receitas previstas no Orçamento foram estimadas com uma expectativa de inflação anual de 2%.





