Ajufe elogia CNJ por camuflar investigados
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terça-feira, 15 de novembro de 2011
<br> Das Agências <br> 
São Paulo - A Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) elogiou, em nota divulgada ontem, a medida do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) de divulgar apenas as iniciais dos nomes de juízes e desembargadores investigados em seus tribunais.
O CNJ colocou em seu site uma página para divulgar os processos disciplinares contras juízes nas corregedorias locais. O sistema, no entanto, não revela os nomes dos magistrados e esconde os detalhes do processo.
''A divulgação pelo CNJ das iniciais dos nomes de juízes e desembargadores e o número dos processos administrativos é realizado para uma prestação de contas com a sociedade seguindo o princípio constitucional da publicidade que rege a administração pública'', afirma a nota da entidade de juízes.
A indiciativa de colocar o sistema no ar foi do presidente do conselho, ministro Cezar Peluso. Recentemente, o conselho foi tomado pela polêmica que colocou Peluso contra a corregedora Eliana Calmon. O presidente do conselho defende que as investigações contra magistrados comecem nas corregedorias locais e que o CNJ monitore esse processo. Já Eliana Calmon diz que mudança na forma como hoje ocorre pode abrir espaço para os chamados ''bandidos de toga''.
De acordo com Peluso, a nova página dará ''mais transparência aos processos disciplinares contra juízes e desembargadores em todos os tribunais''.
''Os juízes federais do Brasil, ao mesmo tempo em que não concordam com pré-julgamentos apressados e sem direito à defesa, repudiam a impunidade e a corrupção em todos os setores da sociedade brasileira'', afirma a Ajufe.
Conforme a FOLHA mostrou no domingo, o CNJ revelou a existência de 704 processos e sindicâncias em andamento nas corregedorias gerais dos tribunais de Justiça do Brasil. O Tribunal de Justiça do Paraná aparece no levantamento com dez investigações em andamento contra juízes.


