TóquioDelegados de 60 países e organizações internacionais se reunirão na segunda-feira, em Tóquio, para a primeira conferência ministerial dos países doadores de ajuda, um encontro-chave para o lançamento da reconstrução do Afeganistão A reunião será a ocasião ideal para que Japão, Estados Unidos, União Européia (EU) e Arábia Saudita (os quatro países que co-presidem a conferência) anunciem compromissos precisos em relação à ajuda ao país asiático, segundo fontes oficiais japonesas.
‘‘Quando convidamos os países, pedimos que viessem com planos de ajuda concretos. Creio que até alguns países em desenvolvimento oferecerão alguma forma de contribuição’’, indicou um alto responsável japonês.
O Banco Mundial avaliou em 15 bilhões de dólares as necessidades de financiamento durante os próximos 10 anos, para que o Afeganistão volte a se erguer. A delegação afegã, liderada pelo chefe de governo provisório, Hamid Karzai, defenderá uma estimativa três vezes superior, da ordem de 45 bilhões de dólares, segundo o Ministério do Planejamento. Cabul deseja que o dinheiro comece a chegar assim que possível, principalmente para pagar os 250 mil funcionários que não recebem há seis meses.
O encontro dos doadores será precedido, amanhã, por uma reunião de ONGs afegãs, que entregarão um relatório sobre as prioridades para a ajuda.
Além de Karzai e vários ministros afegãos, participarão da conferência o secretário de Estado norte-americano, Colin Powell; o secretário-geral da ONU, Kofi Annan; e o comissário europeu de Relações Exteriores, Chris Patten.
A enviada do governo japonês para o Afeganistão e organizadora da conferência é Sadako Ogata, ex-alta comissária para os Refugiados da ONU.
A União Européia está disposta a assumir uma quarta parte da ajuda, indicou Patten ao jornal ‘‘Asahi Shimbun’’. Mas segundo um porta-voz de Bruxelas, a UE vai esperar a realização da conferência para revelar a soma liberada, proveniente do orçamento da Comissão e das doações dos países-membros. O Japão se comprometerá, em princípio, a doar 500 milhões de dólares em dois anos e meio.

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