'Ainda não estamos quebrados', diz Arzua
Curitiba - O secretário de Estado da Fazenda, Heron Arzua, admitiu ontem à FOLHA que as dívidas do Executivo, seja nas administrações municipais, estaduais ou na União, são ''sempre empurradas'' a cada ano, inclusive durante a troca de gestão. É que pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) as dívidas do último ano de uma gestão não podem ser postergadas para o primeiro ano da gestão seguinte. Somente se o ex-administrador deixar dinheiro em caixa.
Arzua afirma que o governador Roberto Requião (PMDB) ''não reclamou'' quando recebeu, em 2003, a dívida deixada pelo seu antecessor (Jaime Lerner), e que, portanto, jamais reclamaria da dívida do final da sua segunda gestão, que terminou em 2006. ''Requião não reclamou nem do Lerner. O Requião dois não vai reclamar do Requião um. Em todos os lugares é assim. Nós tivemos infinitas dificuldades quando assumimos a gestão em 2003. As dificuldades ainda existem, mas são menores. Nós ainda não estamos quebrados'', disse ele.
Apesar de sugerir que para fechar o caixa sem déficit é preciso ''empurrar'' as dívidas, Arzua negou que tenha ''maquiagem'' nas contas de 2006, como sugere a oposição. Arzua explica que, em janeiro, a Fazenda publicou somente os ''dados preliminares''.
O deputado Élio Rusch (DEM) disse que vai acionar a Secretaria do Tesouro Nacional para ''a gente ver quem tem razão'' e ressaltou que a oposição pedirá explicações a Arzua na segunda-feira, quando ele irá até a Assembléia para a audiência pública referente às contas do primeiro quadrimestre do Executivo. (C.S.)





