Ainda faltam remédios excepcionais no Paraná
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quarta-feira, 04 de julho de 2007
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Muitos pacientes de doenças crônicas que necessitam de medicamentos excepcionais ainda não conseguiram adquirir remédios nas associações ou na farmácia estadual. É que nem todos os medicamentos já estão disponíveis. Segundo o presidente da Associação Paranaense de Epilepsia, Sérgio Gurgel - que prestou informações à Comissão de Saúde da Assembléia Legislativa -, a entrega do lamotrigina não foi regularizada. ''A gente busca saber o porquê do atraso e é informado que o governador Roberto Requião resolveu suspender a compra do medicamento. Mas muitos pacientes só podem tomar esse remédio que custa R$ 130 a caixa. Nem todos podem comprar. Muitos voltaram a ter crises e estão tendo o tratamento recomeçado. Alguns perderam o emprego por causa das crises no trabalho'', relatou ele.
Situação semelhante vive os pacientes transplantados de rim. O presidente da Associação Parceiros do Rim, José Carlos da Cunha, está enfrentando a falta de tracolinus. ''Temos mais dois pacientes por semana que precisam desse medicamento. Mas o governo não disponibiliza. A farmácia estadual não informa a data que teremos novamente o remédio e diz que o governador não tem tempo de assinar a liberação de compra.'' A situação é inversa ao que foi prometido pelo secretário de Estado da Saúde, Cláudio Xavier, que garantiu que o mês de junho seria o último que se ouviria falar sobre falta de medicamentos no Paraná.
''A situação é generalizada. Faltam medicamentos de uso contínuo e excepcionais. O doente reumático precisa de atendimento e de remédios que possam melhorar o seu estado geral. Hoje não temos os remédios biológicos - fundamentais. Está em falta há quase um ano'', denunciou Maria de Almeida, presidente da Associação Paranaense de Portadores de Doenças Renais.


