'Ainda estou com vergonha', diz vice
O vice-prefeito de Londrina, Joaquim Ribeiro (PSC), que rompeu relações políticas com o prefeito Barbosa Neto (PDT) em junho do ano passado e deixou o cargo de presidente do Instituto de Desenvolvimento (Codel), evitou fazer comentários sobre a sessão de hoje, em que Barbosa pode perder o cargo e ele, Ribeiro, ser chamado a assumir o comando da cidade. ''Vejo tudo isso com tristeza, mas acho que é o momento de eu ficar quieto.''
Porém, questionado se assumiria a vaga, em caso de cassação, afirmou que ''tenho que cumprir por dever, por cidadão e por ter direito ao cargo''. Quando exonerou-se da administração, Ribeiro estava descontente com o prefeito por divergências sobre a ''Lei da Muralha'', revogada apenas este ano pela Câmara Municipal. O vice queria o fim da lei, por entender que impedia a vinda de novas empresas à cidade, e Barbosa apoiava a permanência da norma.
Outro motivo para a saída de Ribeiro foi o escândalo na saúde, em que 21 pessoas foram presas acusadas de corrupção e desvio de dinheiro por meio dos institutos Atlântico e Gálatas em maio do ano passado. As denúncias respingaram em Barbosa e em sua esposa, Ana Laura Lino, que, segundo o Ministério Público (MP), teriam recebido propina do Atlântico para contratar a entidade.
Na ocasião, Ribeiro disse à FOLHA que a ''situação toda aborrece quem tem vergonha. Estou assustado e envergonhado''. Procurado na sexta-feira pela reportagem, ele afirmou: ''Como eu disse, saí de lá com vergonha e continuo com vergonha. É muito triste para todo mundo, principalmente para a cidade.'' Depois do escândalo na saúde, sucederam-se outras investigações, sendo a mais recente sobre a suposta compra de vereadores para votarem contra a abertura da CP. Cinco aliados de Barbosa foram presos e são acusados de corrupção e formação de quadrilha. (L.C.)





