O apoio do governador Mário Covas e do senador Antônio Carlos Magalhães à pré-candidatura presidencial do governador do Ceará, Tasso Jereissati, não deve ser interpretada como antecipação do debate sucessório de 2002 também pelo Palácio do Planalto. Esta visão do movimento desencadeado em torno de Jereissati foi transmitida com ênfase por interlocutores autorizados do governo – e pelo próprio presidente Fernando Henrique – às principais lideranças dos partidos aliados.
O Planalto deu atenção especial ao PMDB, cujos dirigentes avaliaram o episódio inicialmente como um sinal de aval tucano à estratégia do carlismo (a palavra define o grupo de ACM no PFL) de excluir o PMDB da atual coalizão governista e isolar o partido de Jader Barbalho na campanha presidencial. A orientação de FHC continua sendo a de que o governo – e isso inclui o ministério e toda e qualquer autoridade federal – só deve tratar da corrida sucessória no final de 2001. (A.E.)

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