O prefeito de Londrina, Alexandre Kireeff (PSD), sinalizou que não deve acatar a sugestão de vereadores de anunciar o reajuste da tarifa do transporte coletivo somente em abril, depois de uma resposta do governo estadual sobre o pedido de subsídio para a passagem. Após uma reunião de trabalho entre o prefeito e vereadores, feita ontem pela manhã na Câmara, Kireeff disse que, apesar da sugestão de parlamentares, ''essa é uma decisão do Executivo'', e que aguardar pelo reajuste até abril seria ''inviável''.
''A prerrogativa de decisão é da prefeitura, e havendo condições para tomada de decisão eu vou tomar. Houve uma manifestação de um vereador, falando também por outros, e eu evidentemente respeito, mas a decisão cabe ao Executivo, e é importante que seja tomada no momento que eu me sentir seguro'', afirmou Kireeff em entrevista à imprensa. Segundo o chefe do Executivo, para dar a notícia do aumento ainda estão sendo aguardadas informações da Procuradoria-Geral do Município sobre a aplicabilidade da lei municipal de subsídio ao transporte, que hoje está na ordem de R$ 7 milhões.
A líder do prefeito na Câmara, vereadora Elza Correia (PMDB), destacou ainda o risco pela espera do governo estadual. ''As opiniões pessoais dos vereadores é um direito democrático. É um direito dele, agora, isso não quer dizer que o prefeito vá acatar. A questão do subsídio do governo em abril pode virar maio, pode virar julho. Então o prefeito não quer correr riscos.''
O presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Carlos Geirinhas, que também participou da reunião, confirmou a sinalização do prefeito sobre o aumento imediato da tarifa, acrescentando que a preocupação do Executivo está no aumento do salário dos funcionários das empresas de transporte coletivo e do preço do óleo diesel. ''Nós ponderamos que se esperarmos até abril vai entrar o valor cheio do aumento do combustível, que vai para 15%, e o aumento de 10% dos salários dos funcionários. Então o impacto final vai ser bem maior'', afirmou. Na reunião não foi repassado qual seria o novo valor da passagem dos coletivos, que hoje custa R$ 2,20, já considerando o subsídio municipal.

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