Aguardado pela 4ª vez, prefeito afastado de Rolândia falta a depoimento
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sexta-feira, 25 de janeiro de 2019
Vitor Struck/Reportagem Local 
O prefeito afastado de Rolândia (Região Metropolitana de Londrina), Luiz Francisconi (PSDB), não compareceu à Câmara Municipal nesta quinta-feira (24), onde era aguardado para prestar depoimento na Comissão Processante que investiga denúncia de recebimento de propina por parte dele. A Comissão tentou localizar o prefeito diversas vezes na semana passada e chegou a procurar o juiz Alberto José Ludovico, da Vara Criminal de Rolândia, que concedeu prazo de 48 horas para que o prefeito afastado comparecesse em juízo. É a quarta vez que o tucano falta ao depoimento.
De acordo com o advogado dele, Anderson Mariano, a data agendada pelos membros da Comissão, nesta quinta, não era compatível com a agenda da defesa.
"Como era de conhecimento desta comissão processante desde o dia 15 de janeiro de 2019, o advogado constituído de Luiz Francisconi Neto possuía compromissos em outras cidades que o impossibilitariam acompanhar o depoimento pessoal de Luiz Francisconi Neto a esta comissão processante, motivo pelo qual foram sugeridas as datas de 26 e 27 de janeiro de 2019 para a realização do ato", afirma em nota enviada à imprensa.
No documento enviado ao presidente da Comissão, o vereador Irineu de Paula (PSDB), a defesa solicita que o depoimento seja realizado na tarde desta sexta-feira (25).
Também fazem parte da comissão os vereadores Reginaldo da Silva (SD), responsável pelo relatório, e Edilene Griggio (PSC). A reportagem não conseguiu contato com os vereadores. A Câmara de Rolândia tem até o dia 10 de fevereiro para votar se cassa o mandato do prefeito ou arquiva a denúncia.
ACUSAÇÃO
Luiz Franciconi Neto é acusado de ter favorecido uma empresa de Rolândia em licitação para o aluguel de um barracão que pertencia ao antigo Instituto Brasileiro do Café. De acordo com o Ministério Público, ele teria recebido cheques que, ao todo, somam R$ 150 mil e teriam sido repassados pela empresa como doações de campanha para a reeleição, no final de 2016. O prefeito afastado nega as acusações e diz que vai provar sua inocência.
Ele está afastado desde setembro do ano passado, quando o MP deflagrou a Operação Patrocínio. Segundo a denúncia, secretários municipais solicitavam pagamentos mensais a empresas que prestavam serviços ao município. Ao todo teriam sido subtraídos da prefeitura R$ 237 mil em um contingente de R$ 7 milhões em contratos. Cinco secretários estão afastados e respondem junto com empresários a uma ação civil que tramita na Vara Criminal de Rolândia. Já os processos contra Francisconi estão correndo no Tribunal de Justiça do Paraná.


