Agravamento das denúncias afasta PMDB de senador
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sexta-feira, 13 de julho de 2001
Agência EstadoDe Brasília 
O presidente do Senado, Jader Barbalho, foi abandonado pelo seu partido. Preocupados com o agravamento das denúncias de corrupção que o envolvem, ministros e políticos do PMDB chegam a compará-lo a um portador de doença contagiosa, que deve ser isolado para se tratar por conta própria. Nem mesmo a tropa de choque que o protegeu no início do ano durante confronto com o ex-senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) mantém uma postura de defesa. Ele está com lepra, resume um importante interlocutor dentro do PMDB.
Na opinião de lideranças do partido, o destino de Jader vai depender também do Palácio do Planalto. É consenso entre esses políticos que interessa ao governo aquilo que eles qualificam como um Jader moribundo, o que garantiria o apoio do PMDB à aprovação de medidas de interesse do governo no Congresso e frearia os movimentos da legenda rumo à oposição. Este raciocínio, dizem, é confirmado pelos últimos discursos do presidente Fernando Henrique Cardoso atacando o partido.
Líder do PMDB na Câmara e, até aqui, aliado incondicional de Jader, o deputado Geddel Vieira Lima (BA) dá o sinal mais evidente dessa mudança de postura entre os peemedebistas. A posição do PMDB é a mesma dos demais partidos: aguardar o desenrolar das investigações, avisou, cinco meses após ter aplaudido a eleição do colega. Se ficarem realmente comprovadas as acusações, o Jader ficará em uma posição delicada e o partido deverá decidir o que fazer.


